Eucalipto

Durante milhões e anos os eucaliptos se desenvolveram na Austrália e ilhas adjacentes. Isso quer dizer esse gênero adaptou-se naturalmente a solos de baixa fertilidade e em uma região marcada por baixa pluviosidade. É compreensível, portanto, que essas árvores tenham uma resistência natural e crescimento rápido mesmo em ambientes adversos. Outra evidência de que o gênero Eucalyptus pode se adaptar a uma ampla variedade de climas é que muitas das suas 700 espécies podem ser encontradas no Chile, Índia, China, Estados Unidos, África do Sul, Portugal e Espanha.

O gênero Eucalyptus pretence à familia  Myrtaceae e sua madeira tem um grande número de aplicações. Em Minas Gerais, a maior parte dela é consumida na produção de energia, porém há muitos outros usos que serão descritos mais adiante.

Além dos múltiplos usos, o eucalipto é também considerado uma eficiente ferramenta na proteção da natureza. De fato, sendo uma árvore de rápido crescimento e adaptada a variadas condições de clima e solo o eucalipto plantado tornou-se um substituto racional das madeiras nativas. Isso é verdade não só no Brasil, mas em qualquer parte do mundo.

Na siderurgia a carvão vegetal, consomem-se 2,8 m³ de carvão para produzir cada tonelada de ferro-gusa. Em 2012, o consumo total de carvão vegetal em Minas Gerais foi de 17,8 milhões de metros cúbicos. Se não houvesse plantações florestais, 500 mil hectares de cerrado teriam que ser cortados para produzir esse carvão.  Se a siderurgia brasileira usasse coque em vez do carvão vegetal, o país teria gasto cerca de 1,16 bilhão de dólares para importá-lo, além de “exportar” milhares de empregos. Ademais, como amplamente se sabe, a energia fóssil está em direção oposta de uma produção ambientalmente correta.